Que classe tem o meu drone e porque importa?
A marcação de classe é uma etiqueta (C0 a C6) que o fabricante coloca no drone e na caixa, e é o que decide em que subcategoria pode voar e a que distância se pode aproximar das pessoas. C0 a C4 são as classes da categoria aberta; C5 e C6 existem para os cenários padronizados da categoria específica. Se o seu drone é anterior a este sistema e não tem etiqueta, não está proibido: rege-se pela sua massa, com regras de transição mais restritivas.
Em resumo
- C0 é menos de 250 gramas; C1 menos de 900; C2 menos de 4 quilos; C3 e C4 menos de 25 quilos.
- C0 e C1 habilitam A1. C2 habilita A2. C2, C3 e C4 habilitam A3.
- C5 e C6 não são de categoria aberta: C5 é a classe do cenário padronizado STS-01 e C6 a do STS-02.
- Um drone sem marcação de classe é classificado pela sua massa: abaixo de 250 gramas conserva quase toda a margem de A1, e entre 250 gramas e 25 quilos fica em A3.
- A classe mede-se pela massa máxima à descolagem, que inclui bateria e acessórios montados.
Onde se procura
A etiqueta é física: um «C» com um número dentro de um círculo, colado à fuselagem e também impresso na caixa e no manual. Não é uma configuração do comando nem algo que se consulte na aplicação do fabricante.
Se comprou o drone nos últimos anos, o normal é que a tenha. Se for mais antigo, é provável que não exista para esse modelo e nunca venha a existir: a marcação é concedida ao produto na sua avaliação de conformidade e não se acrescenta depois.
O que cada classe permite em categoria aberta
C0 e C1 são as classes de voo próximo de pessoas, na subcategoria A1. Com C0, abaixo de 250 gramas, tem a margem mais ampla; com C1 não pode sobrevoar quem não participa no voo.
C2 abre a subcategoria A2, que permite aproximar-se de pessoas até trinta metros, ou cinco se o drone tiver modo de baixa velocidade e o ativar. E C2, C3 e C4 podem voar em A3, a de manter distância: pelo menos 150 metros de distância horizontal a zonas residenciais, comerciais, industriais ou recreativas.
C5 e C6, que não são de categoria aberta
Confundem-se muito porque partilham a nomenclatura, mas pertencem a outro regime. C5 é a classe que habilita o cenário padronizado STS-01, voado dentro do alcance visual e sobre uma zona terrestre controlada. C6 é a do STS-02, que admite voo além do alcance visual em ambiente escassamente povoado, com observadores de espaço aéreo.
Nenhuma das duas serve para voar em categoria aberta. Acolher-se a um cenário padronizado exige, além da classe, a declaração operacional correspondente e a formação específica do cenário.
O meu drone não tem etiqueta
É o caso de muitíssimas aeronaves que continuam a voar, e tem solução. Sem marcação de classe, o drone é classificado pela sua massa máxima à descolagem. Abaixo de 250 gramas pode voar em A1 com condições muito próximas das de um C0.
Acima desse peso e até 25 quilos, um drone sem classe fica em A3: longe de pessoas e a 150 metros de zonas habitadas. É mais restritivo do que permitiria a sua classe equivalente, e é o preço de não ter a marcação.
Porque isto decide o seu voo
A classe não é burocracia: é a variável que mais muda o que pode fazer. O mesmo local, no mesmo dia e com o mesmo piloto dá um resultado diferente com um C1 e com um C3, porque mudam as distâncias exigidas a pessoas e a zonas habitadas, e em Espanha muda também a distância mínima a edifícios.
Por isso qualquer verificação séria começa pela aeronave. Na AXPA o drone que escolhe é a primeira coisa perguntada, e o veredicto do mapa muda com ele.
Perguntas frequentes
Ver todas as perguntas- Posso acrescentar a marcação de classe ao meu drone antigo?
- Não. A marcação é concedida ao produto na sua avaliação de conformidade e é colocada pelo fabricante. Uma aeronave anterior a esse sistema ficará sempre sem classe.
- Que classe tem um drone de menos de 250 gramas com câmara?
- Se for recente, o habitual é ser C0. Se não tiver etiqueta, é tratado como drone sem classe de menos de 250 gramas, que na prática conserva quase toda a margem de A1.
- Para que servem então C5 e C6?
- C5 habilita o cenário padronizado STS-01 e C6 o STS-02, ambos de categoria específica. Exigem declaração operacional e formação própria do cenário, e não servem para voar em aberta.
- A classe depende do peso que a balança marca?
- Depende da massa máxima à descolagem, que inclui a bateria e tudo o que estiver montado. Um acessório pode aproximá-lo do limite da classe, por isso pese a aeronave tal como voa.
- Preciso de uma classe concreta para trabalhar com o drone?
- Não necessariamente. O que decide se uma operação é de categoria aberta ou específica é o risco da operação, não o uso comercial. Muitas operações profissionais cabem em aberta.
Continue a ler
Este guia é informação geral e apoio ao planeamento, não é aconselhamento jurídico nem uma autorização de voo. A regulamentação muda e cada país acrescenta condições próprias. Antes de levantar voo, verifique sempre as fontes oficiais da sua jurisdição e a informação aeronáutica em vigor. O piloto remoto é o único responsável pelo voo.